Arrastam-se as correntes soltas
dos fantasmas inertes
na noite que assoma as ruas frias da cidade
deserta, parada, longínqua.
Em desfiladeiros de sons suspensos
ecoam lamentos
que emergem das pedras cinzentas
pisadas por odores cálidos,
exalados por presenças ténues, quase imperceptíveis,
que avassalam o espaço aberto do domínio dos sentidos.
Acordam-se as lembranças ocultas
nos ventres húmidos outrora acesos,
arrebatando desejos entorpecidos na dormência do tempo.
E o tempo recua, em círculos extensos, veloz,
E atravessa os limites do presente, agora nítido…
É o momento.
Maria Santos

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