quinta-feira, 11 de agosto de 2011

As Esquinas do Silêncio

Regresso das trevas longínquas da minha inquietação

e ouço os teus passos errantes

na soturna imensidão das esquinas do silêncio

daqueles montes sem nome do passado intemporal.


Desfaleço.


Cerro os olhos num instante eterno,

adivinho a tua sombra,

o teu bafo cortante,

inconsequente,

no lânguido espelho do tempo presente.


Ergo a minha voz e chamo por ti,

mas negas-me o sinal.

E num rasgo de fadiga pela busca estéril

desenho no meu ventre alvoroçado

o esboço pálido do teu corpo ausente


deserto de mim.


Maria Santos

Sem comentários:

Enviar um comentário