sábado, 13 de agosto de 2011

As janelas do passado longínquo




Embala-me o toque acetinado
do canto do rouxinol,
longínquo, quase ausente,
no rosto marejado e quente
daquela tarde tórrida de Verão.

Fecho os olhos num instante eterno
e vislumbro a porta do tempo
escancarada,
solícita,
expectante.

Deixo-me deslizar
pelas fendas das arestas
das janelas do passado longínquo
e vivo momentos antigos
sepultados na memória do tempo.



Maria Santos

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