sábado, 7 de setembro de 2013

Folhas do Tempo















A noite anuncia o abismo
suspenso na penumbra
das palavras abandonadas
no caudal do silêncio.

Longos murmúrios sucumbem
à invernia das vogais
ecos das sílabas outrora sonantes
agora escritas nas folhas do Tempo.

A hora parte
humedecem-se os corpos
nas estrias aveladas
do outono que amanhece.

A sombra do olhar inerte
é o prenúncio da morte. 

Maria Santos