Sustenho os olhos repletos da maré amanhecida. Ao longe
o choro da guitarra que geme, dormente. Não fujo.
Estou doente. A minha roupa estremece no colo que agora ondula
ofegante. As pétalas murcharam, mas os pássaros tecem os
sonhos
adornados pelos zéfiros que sustentam o peso das horas.
A espera é curta. O peso nos olhos dói.
Uma questão de
tempo.
Maria Santos

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