na terra revolta de amor
fecundada.
Colhem-se os beijos velados
nos sulcos do barro
nos trilhos da roda.
As mãos emudecem a noite repleta
de branco e afagam
as pedras rasgadas do rio
convulso guardador de agruras
das fragas meninas.
Entrelaçam-se os dedos. Ao longe
o piano ecoa o bailado a dois
e a lua estremece.
Fecham-se os olhos.
Amanhece.
Maria
Santos

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