Sinto a tua fúria, mar calmo, na ironia do vento que passa, descompassado e áspero, testemunha do nada que os rochedos encobrem por debaixo da areia fina acariciada pelas ondas que rebentam em sussurros cansados. A tarde declina preguiçosa, pesada de quente e o silêncio ergue-se, escaldante, no horizonte, desta vez, fechado. Avisto uma onda de recuo enquanto se acendem as velas do Universo delineando as margens dos espaços desertos em ténues pinceladas de fresco…
Maria Santos, O Tempo Cansado
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